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Mais informações sobre o novo projeto da area 550.000m2 Aquarius

Vista do pôr do sol e circulação do ar serão mantidas. Confira em primeira mão detalhes do projeto que vai mudar a cara da região oeste


O arquiteto urbanista joseense, Arlindo Regis de Oliveira Jr., 61 anos, que foi professor de arquitetura e urbanismo na Universidade Braz Cubas e UNIVAP, mestre em planejamento urbano, morador e com escritório no Jardim Aquarius, foi contratado pela empresa atualmente proprietária da gleba, a CTH Empreendimentos, para ser o autor do projeto urbanístico.

Trabalhando em sigilo há mais de um ano, o urbanista e sua equipe realizaram extensa pesquisa de informações, obtiveram formalmente as Diretrizes Urbanísticas do município, elaborando o projeto que já está protocolado na prefeitura com a finalidade de obter a anuência prévia do município, para poder prosseguir nas aprovações estaduais, retornando à prefeitura para aprovação final.

Em entrevista à Aquarius Life, o urbanista declarou que o projeto detém total sinergia entre a proprietária da gleba e o interesse público, e que não economizou esforços na busca de uma concepção urbanística para a gleba que contemplasse o equilíbrio entre o seu aproveitamento e o melhor para cidade.

Cerca de 50% de toda gleba será destinada a áreas públicas. “Será cumprida a função social da propriedade, conforme determina o Estatuto das Cidades, acabando com a especulação imobiliária e política sobre a gleba, dentro dos princípios da correção e da ética, retidão e bons costumes, características marcantes da sua atuação como profissional e também da empresa proprietária, a CTH Empreendimentos”, explica o arquiteto.

Questionado pela redação se havia a pretensão de mudar alguma lei municipal, o arquiteto foi enfático ao afirmar que não, e que se trata neste momento apenas de se urbanizar a gleba por meio de um projeto urbanístico de parcelamento do solo que está respeitando a legislação em vigor.

“O maior erro dos antigos empreendedores foi buscar a mudança da legislação para permitir construções no local, sem antes se proceder ao processo de urbanização da gleba com a contrapartida da doação das áreas públicas, como principal elemento compensatório. O desenho apresentado naquela oportunidade, embora fosse agradável de ser visto, não deixava claro onde ficariam as áreas institucionais e praças públicas, nem se as áreas verdes seriam de uso coletivo ou privativo”, destaca o entrevistado.

A ideia conceito do projeto urbanístico ora apresentado, explica Arlindo, é de uma ocupação aberta às pessoas, contendo cerca de 4 km de vias estruturais com 28 metros de largura cada uma, com ciclovias, além de duas vias marginais, uma junto à avenida Cassiano Ricardo e outra junto à Via Oeste, como contrapartida ao adensamento e aumento viário futuramente resultantes.

Estão sendo destinadas cerca de 28 mil metros quadrados de áreas para fins institucionais (escolas, posto policial, unidade de saúde, habitação popular, entre outros). Duas áreas institucionais integrarão um futuro complexo com a Arena Municipal, e outra área ficará junto ao espaço verde de preservação ambiental.

Praça terá o dobro do tamanho da Ulisses Guimarães – O projeto consiste principalmente na destinação de um parque central na gleba como sistema de lazer com 64 mil metros quadrados, com muito verde e que preservará a atual vista do pôr do sol na paisagem, permitindo a circulação dos ventos tão necessários ao microclima do bairro, combatendo o fenômeno denominado “ilha de calor”. Uma outra área verde (com preservação ambiental) terá cerca de 50 mil metros quadrados e vai de encontro ao desejo de centenas de pessoas que se manifestaram em enquete feita pela revista Aquarius Life via Facebook (Life Informa).

“Será mais uma opção de lazer para toda a população do bairro e da cidade, como ocorre na praça Ulisses Guimarães e no parque Vicentina Aranha. O projeto estará compensando uma possível verticalização do local, que a meu ver, é inevitável dentro do conceito urbanístico denominado ‘Cidade Compacta’, atualmente praticado nas cidades mais modernas do mundo, unindo habitação, lazer, trabalho, comércio, serviços e institucional de apoio ao bairro, no mesmo local, incentivando a caminhada e desestimulando o deslocamento do automóvel, privilegiando-se o transporte coletivo”, enfatiza Arlindo. E complementa. “Tudo com muito critério técnico, respeitando a atual legislação, (Zoneamento e Plano Diretor), equilibrando desenvolvimento imobiliário e interesse público, resultando em qualidade de vida e uma cidade melhor para todos”.


O prefeito Felicio Ramuth, em sua última entrevista exclusiva concedida à Aquarius Life, (outubro/2017), quando perguntado sobre a área, se manifestou no mesmo sentido da população pesquisada e do projeto agora apresentado, dizendo que uma grande praça seria bem-vinda para o local, compensando a sua futura ocupação.


A obra tem previsão de início em dois anos.


O terreno – Conhecido popularmente como “terreno das vaquinhas”, a gleba localizada na Avenida Cassiano Ricardo tem área aproximada de 550 mil metros quadrados. No passado o espaço foi de propriedade da FORD Motor do Brasil S.A., posteriormente da AVIBRAS Industria Aeroespacial S.A. e em seguida de duas empresas do Paraná. Atualmente o terreno pertence a uma única proprietária: a empresa CTH Empreendimentos, com sede em São Paul

16/06/2018 Fonte: Aquarius Life

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